terça-feira, 7 de setembro de 2010

terror japonês O.O

ai ai >.< ....

Hoje eu resolvi falar um pouco dos filmes de terror japoneses , e foi de livre e espontânea pressão dos meus amigos ò.Ó bom , eu tenho que admitir que esse gênero faz muito sucesso mesmo u.u mas eu não gosto muito sabe ... ah ! tah bom !!! eu morro de medo mesmo u.u e por isso nunca vi filme de terror japonês ...mas deixo a palavra com a jornalista Cristiane ^^

Cristiane A. Sato, autora do recém-lançado livro “Japop – O Poder da Cultura Pop Japonesa”, sobre o cinema de terror japonês.

Segundo a palestrante, os filmes de terror produzido no Japão vêm atraindo aficionados do mundo inteiro, e têm garantido uma rentabilidade acima da média. Isso faz com que, até o ator Tom Cruise, através de sua produtora, esteja atrás de roteiros japoneses.

O que faz com que o cinema de terror japonês seja tão interessante? A pesquisadora afirmou que existe um fundamento religioso. É que em países onde o monoteísmo, como o Cristianismo, é forte, a confrontação entre o demônio e Deus torna-se o conflito fundamental. Por isso, muitos filmes ocidentais são baseados em histórias de pessoas possuídas pelos demônios, como em “O Exorcista”.

Já os japoneses lidam com o sobrenatural de um modo diferente. No caso, os sobrenaturais seriam como os seres humanos, mesclando características boas e ruins. Ao mesmo tempo, entende-se que o sobrenatural simplesmente existe, e que ele não pode ser eliminado. Assim, certos costumes que parecem exóticos ou superstições que não deveriam mais existir numa sociedade industrializada continuam sendo praticados pelos japoneses. Por exemplo, tiras de papel com ideogramas nas portas das casas, senhoras que molham a calçada com um pouco de água e colocam pires com sal na porta...

No cinema japonês, o sobrenatural nem sempre aparece em busca de vingança e pode aparecer sem ter um motivo muito claro. Já no ocidente, são vampiros, lobisomens, alienígenas ou psicopatas que personificam o mal, em geral, amputando, esmagando ou decapitando suas vítimas. Nesse caso, o público não sente exatamente medo, mas sim, uma seqüência de sustos.

Cristiane A. Sato lembrou que, muitas das histórias de terror do Japão que conhecemos hoje foram escritas ou compiladas por um ocidental chamado Lafcadio Hearn, jornalista greco-irlandês, que residiu no Japão no final do século XIX, naturalizou-se e adotou o nome de Yakumo Koizumi. Do seu livro mais conhecido, “Kwaidan”, foi produzido em 1965, no Japão, um longa-metragem com o mesmo nome, e que foi o mais caro feito até então no País. A película, que demorou 10 anos para ser concluída, apresentou quatro episódios assustadores, mas belos, e foi um dos primeiros filmes a utilizar a idéia de terror que continua até hoje no cinema japonês.

Com a maior difusão da cultura pop japonesa, filmes como “Kwaidan” e “Jigoku” foram recentemente relançados no mercado ocidental, levando o público que se interessou por “Ringu”, “Ju-on” ou “Chakushin Ari”, a verificar as obras de arte produzidas no passado. Embora revestidos de modernidade e tecnologia, quase todos os filmes japoneses mais recentes continuam utilizando a fórmula tradicional, aquela onde o sobrenatural é diferente e assustador, mas ninguém procura persegui-lo e matá-lo.


Ring - Terror Japonês
ringu

Ju-On - Grudge - Terror japonês
ju-on

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