terça-feira, 7 de setembro de 2010

Bihaku

Bihaku

Há alguns anos atrás o Japão presenciava uma mudança radical no estilo das japonesas. Em Tokyo, o que mais se via eram as meninas super bronzeadas, com maquiagens exageradas, cabelos loiros e minissaias, que viviam penduradas em seus celulares. Elas eram as ganguros, ou "faces negras", que estavam dispostas a se destacar na multidão e fizeram um grande sucesso com seu jeito extravagante e o bronzeamento artificial.

Como no Japão a moda muda a cada dia, logo as ganguros sumiram de cena, restando muito poucas. Na atualidade o que se vê é um estilo antigo, mas que parece ter voltado com força total: o bihaku.
Bihaku significa "beleza branca", e os adolescentes e adultos japoneses gastam cada vez mais para atingir a cor ideal de porcelana. Usam chapéus pra se proteger do sol e até luvas que cobrem os braços - isso no verão. Também se entopem de pílulas para "embranquecer", chamadas de Kyusoku Bihaku, que inibe a produção de melanina. Como resultado, a pele das adolescentes japonesas é 10% mais clara do que no começo dos anos 90. Para as mulheres na casa dos 30 anos, a diferença é de 20%.

O termo bihaku foi criado no início dos anos 90 por Sonoko Suzuki, uma famosa esteticista japonesa que acabou por criar a moda. Ela era satirizada em programas, que a comparavam com um fantasma. Mesmo antes da aparição desse termo, nos tempos antigos do Japão a pele clara era mais que um capricho - era um símbolo de status. A pele natural dos japoneses é amarelada ou avermelhada, um moreno claro, como a dos chineses. A pele dos coreanos tende a ser mais clara, porém a dos filipinos e tailandeses costuma ser moreno escuro. Há um preconceito notável contra o último grupo, incluindo os indianos. Aliás, na Índia, onde predominam as peles mais escuras, há concursos de beleza onde se avalia a pele das indianas. Ganha aquela que for mais clara.
Sonoko Suzuki
No japão feudal, a pele morena era considerada cor de pessoas com status inferior, os pobres, pois trabalhavam no sol (trabalhadores rurais). Os habitantes do sul do Japão eram os mais atingidos pelo preconceito, pois é a região menos desenvolvida e mais atingida pelo sol.
A cor branca era desejada pelos nobres japoneses, que só saíam de casa com as tradicionais sombrinhas de papel. É aí que surgiu o ideal da maquiagem branca das gueixas - para demonstrar um status social que, na maioria das vezes, não possuíam.

O verão no Japão é bastante quente - pode chegar aos 40ºC assim como no Brasil, mas ao invés das japonesas diminuírem as roupas por causa do calor, elas usam ainda mais para se proteger do sol: blusas de mangas compridas, luvas, viseiras e calças compridas. Este não é um mau costume, visto que o Japão tem uma das menores incidências de câncer de pele do mundo. É costume usar menos roupas no inverno do que no verão, por isso é comum ver adolescentes japonesas de minissaia caminhando pela neve.

Um bom exemplo dessa polêmica toda com a cor da pele , é o mangá Peach Girl , que conta a história de Momo Adachi , uma garota japonesa de pele morena (por isso o nome "momo" que quer dizer pêssego em japonês) o que foge um pouco ao estilo de beleza típico japonês de garota com pele bastante clara. Muitas vezes devido à sua aparência é tratada como uma " Playgirl". Momo sofria muito com esse excesso de melanina ,já que não precisava de muito contato com o sol para que sua pele ficasse morena .



fonte :http://lovesickdreams.blogspot.com/
wikipédia

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